Em descrições simples e despretenciosas, Josefina aguça-nos a curiosidade de o conhecer, de sentir na nossa pela a magia que chama "JoAnna" ao "País do Passado". JoAnna construiru uma existência de crer, de chorar e sorrir. Preencheu-a de luzes, cores, aromas, contactos. De palavras faladas e escritas. De magia, realidade, projectos... Uma amálgama de rostos e gritos destruiram a construção... Do nada construiu outra existência, na instabilidade de um país decadente de princípios, valores e competências. Os frágeis limites do aceitável ruiram, desasjustaram-se. JoAnna embarcou numa viagem até ao início das memórias. Afinal não queria esquecer! Decidida, escolheu sentir, procurar os fios dispersos, juntá- -los, talvez pudesse encontrar o caminho que um dia se enevoara...talvez pudesse descobrir como voltar a acreditar.